terça-feira, 20 de novembro de 2007

Biofertilizante

Universidade Federal de Viçosa desenvolve o primeiro biofertilizante para eucalipto do mundo

O Brasil tem hoje cerca de 3 milhões e meio de hectares plantados com eucalipto. A produção de mudas atinge uma escala gigantesca, 500 milhões por ano. É um trabalho que exige mão de obra especializada, paciência e mãos delicadas. As mudas são obtidas a partir de estacas retiradas de algumas plantas, chamadas de matrizes. Nesta etapa de produção, muitas raízes não se desenvolvem. O Engenheiro Florestal, Roseevelt Almado, explica que muitas vezes esta estaca não se torna uma muda, porque às vezes, é uma diferença de material genético, ponto de coleta. Alguma situação ambiental climática dentro da casa de vegetação, falta d’água. Então, muitas vezes essa estaca pode não efetivamente virar uma muda.
Há casos em que a raiz nem chega a nascer, formando apenas nódulos na base do caule. De cada 10 mudas, 3 não sobrevivem. Para diminuir o problema, a UFV (Universidade Federal de Viçosa), desenvolveu um fertilizante biológico para eucalipto. Ele é chamado de inoculante e é composto por rizobactérias. O trabalho foi coordenado pelo professor do departamento de Fitopatologia, Acelino Alfenas. Há vários tipos de rizobactérias. Ela vive naturalmente em volta das raízes, numa relação de ajuda mútua com a planta. A bactéria vive de substâncias liberadas pela planta, junto ao sistema radicular e em contrapartida ela libera para a planta hormônios de crescimento, que facilitam o enraizamento, como também libera nutrientes, matéria orgânica e fosfato, que são importantes para o crescimento da planta. O professor Acelino teve a idéia de fazer um inoculante para eucalipto depois de observar o sucesso da utilização em tomateiros.
Foram sete anos de pesquisa até se comprovar a eficiência do inoculante. O produto é o primeiro do Brasil feito com rizobactérias e o primeiro do mundo desenvolvido especificamente para eucalipto. O inoculante aguarda registro do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI. Por isso, os royalties ainda não estão sendo pagos. Sem registro o produto não pode ser comercializado. Como o inoculante ainda não tem registro, a tecnologia ainda não está disponível para os produtores brasileiros.

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