A “Festa Rave” é um tipo de festa que acontece em sítios - longe dos centros urbanos - ou galpões, com música eletrônica. É um evento de longa duração, normalmente acima de 12 horas, onde DJs e artistas plásticos, visuais e performáticos apresentam seus trabalhos, interagindo, dessa forma, com o público. Arte, cultura e diversão e bem longe de você.
A festa não acontece na Av. Rio Branco, muito menos no estacionamento do estádio ou no Parque Halfeld. Portanto, o som, não é ouvido pelas paredes conservadoras de Juiz de Fora, mas é distorcido pela mídia sensacionalista. Interessante é que a maioria das pessoas que “não gostam” das raves jamais frequentaram alguma. Mas, leram algo no jornal a respeito ou acompanharam a série do Jornal Hoje anti-raves que noticiam apenas o que acontece de desagradável. Em festas que frequentam até 30.000 pessoas, 25 passaram mal vira manchete. A mídia transforma uma pastilha de ecstasy numa bola de neve. E o “ouviu falar” vira verdade absoluta.
O que os participantes fazem, foge do arbítrio da organização destes eventos. O possível é primar pela segurança deles. O uso de drogas compete muito mais ao social e a polícia - no caso das ilícitas – do que um evento cultural. É fácil, culpar uma festa, pelo desvio do seu filho ou pela falta de segurança do nosso país. Estes pais deveriam ver o sol que nasce nas festas raves, é muito diferente deste que eles tentam tapar com a peneira.
Muitos vivem no tempo do “banquinho e violão”, desejam o mesmo para os filhos e ainda acreditam que somos os mesmos e vivemos como os nossos pais. A mesma geração que gritava que “é proibido proibir” agora quer estabelecer conceitos, normas e preconceitos. Enquanto vocês ficaram vendo a banda passar chegou o século XXI. Acorda Juiz de Fora provinciana, liberdade pra dentro da cabeça.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
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